Assembleia rejeitou Abeam

Proposta indecente provoca mobilização

 

Os marítimos aprovaram na assembleia desta quinta-feira (12/4) a suspensão das negociações com a Abeam para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Foi o primeiro ato de resistência das diversas categorias que têm trabalhadores embarcados no conglomerado de 30 empresas da Associação Brasileira de Empresas de Apoio Marítimo.

O encontrou lotou o plenário da Federação Nacional dos Aquaviários, no Rio de Janeiro-RJ, à qual são filiados SINDCONVÉS, SINDFOGO e TAICUPAM, entre outros sindicatos marítimos. Os profissionais do setor começam a sentir os malefícios da reforma trabalhista, do governo Temer, que permite ao patrão tentar explorar a mão de obra, como acontecia antes da luta sindical e das conquistas.

Proposta indecente

Na assembleia, os dirigentes sindicais primeiro denunciaram a proposta indecente da Abeam, que propõe reduzir os salários em cerca de 30%. Estimulados por uma reforma trabalhista descaradamente favorável a eles, os empresários propõem rasgar o Acordo Coletivo de Trabalho atual, construído após décadas de lutas, negociações e sofrimento por nossos antecessores laborais. No lugar deste acordo em vigência, que tem 45 páginas, a Abeam ofereceu outro, com apenas 15 páginas. Ou seja; na proposta indecente, o patronato também retira conquistas que representam um verdadeiro patrimônio dos aquaviários.

Os profissionais foram informados dos riscos. Marítimos da plateia se manifestaram. Ao final, as categorias, além de concordar com a suspensão das negociações nos termos atuais, decidiram aprofundar a mobilização no caso Abeam.

O TAICUPAM foi representado no encontro pelo presidente Ossian Quadros, que denunciou a pressão de empresas para que cozinheiros e taifeiros se desfiliem. O dirigente exibiu também o ACT em vigência e reafirmou que os patrões jogam sujo.

Novas ações serão implementadas visando esclarecimentos constantes. Redes sociais, sites sindicais e visitas a bordos entram na agenda a partir de agora.

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