Paraguai lidera fluvial

País vizinho colhe frutos de hidrovias

 

Dias depois de encerrada em maio a greve do transporte rodoviário que fez o Brasil refém, correu no Cone Sul a notícia de que o Paraguai lidera a navegação fluvial na América Latina. No ranking mundial, os paraguaios são o terceiro operador do modal, perdendo apenas para EUA e China.

Ao contrário do Brasil, que explora pouco o transporte hidroviário, o Paraguai incentivou o setor. Cortado por rios caudalosos, o país não tem saída ao mar, mas na temporada 2016-2017 exportou mais de 6 milhões de toneladas de soja, principalmente para a União Europeia e para a Rússia.

O rio que dá nome ao país, que nasce no Brasil e passa por um pedaço do território boliviano no norte, atravessa o Paraguai por mil quilômetros antes de se juntar ao rio Paraná, na fronteira com a Argentina, e desembocar finalmente no rio da Prata, em um percurso total de cerca de três mil quilômetros.É um dos cursos fluviais mais longos do mundo.

A frota paraguaia é operada por 46 empresas internacionais e sete nacionais. É composta por três mil barcaças e 200 rebocadores, que levam a carga a portos do Uruguai e da Argentina para que seja transportada até o destino final – geralmente Europa, Estados Unidos e Ásia.

 

 

 

 

 

 

 

 

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