Proposta indecente

Começa mobilização diante da Abeam

Uma semana depois da assembleia que decidiu por unanimidade pela suspensão das negociações com a Abeam, os sindicatos marítimos se reuniram em 18 de abril na Federação Nacional dos Aquaviários.

Foi o começo da mobilização das categorias marítimas que guarnecem embarcações da Associação Brasileira de Empresas de Apoio Marítimo. Foi, também, o pontapé inicial da estratégia sindical destinada a levar aos tripulantes das empresas que operam no offshore o teor da proposta da Abeam para o próximo Acordo Coletivo de Trabalho.

O documento dos patrões, já batizado no meio laboral de “proposta indecente”, sugere corte de 30% nos salários e retirada de conquistas trabalhistas.

Os sindicatos prepararam uma série de argumentos para mostrar aos marítimos que o patronato mais uma vez pretende tirar proveito do esforço de quem trabalha. Entre os pontos de argumentação, destacam-se:

  • Na última década, os patrões também achataram os salários, que só foram reajustados com a mobilização e greve de 2011;
  • Na última década, a cabotagem cresceu acima de 10% ao ano. Em 2017, o volume de contêineres foi 12% superior ao de 2016;
  • A produção de petróleo deve crescer 38% até 2022, segundo estimativa da Petrobras divulgada na grande mídia (jornal Valor Econômico).

A reunião na FNTTAA terminou quando os sindicalistas estabeleceram a primeira pauta do movimento: organizar acesso a bordo por mar e terra (portos) para esclarecer aos trabalhadores das diversas categorias os rumos do movimento.

O TAICUPAM marcou presença com a participação do presidente Ossian Quadros.

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